sexta-feira, 20 de março de 2015


Na mosca
       
       Sabia que iria gostar dele mesmo antes de tê-lo comprado. Vi a release do livro no Facebook, numa divulgação da própria Cia das Letras e não esperei nem 2 minutos para automaticamente entrar nos sites de livrarias em que costumo fazer compras para pesquisar o preço. Como achei um tanto quanto caro, decidi esperar.
Mas confesso que não durou muito a espera. Sabe aquela coceirinha na mão? Pois é. Fui a uma livraria física no fim de semana e tive que ver o livro com as mãos. E aí tudo se explicou. Ele é grande, grosso, com papel de boa qualidade, muitas imagens e capricho maestral. Vi que valia a pena o preço e comecei a ler logo na livraria, tomando um café e comendo um bolinho.
Saí de lá lendo o livro e acho que não parei mais até tê-lo terminado, coisa que fiz em uma semana, creio eu. Por isso acho que não há definição melhor do que aquela que já está na capa do livro, que ele corresponderia a uma caixa de bombons literários, porque ele é simplesmente viciante. Você lê uma carta e fala, “ah, vou ler só mais uma”, e, quando viu, já leu mais quatro.
As cartas são tão diversas em forma, época de escrita, temática e linguagem que o livro nunca cansa – a não ser o braço por ficar segurando esse trambolho de um quilo. Há algumas inusitadas, que te fazem pensar: “Sério que tem gente que faz isso?”, “Sério que as pessoas realmente mandam cartas para o presidente?”, “Sério que aquele artista responde as cartas das fãs?”. Porém há outras que não mudaram em nada minha vida, nem sequer chamaram minha atenção. Mas elas são bem compensadas.
Algumas das cartas vêm com seus respectivos fac-símiles. Outras com ilustrações da editora, com fotos do interlocutores, ou da situação em si, ou da época. Mas o mais importante talvez seja o box de informação que aparece ao lado da carta, dizendo quando, onde, por quem, para quem e sob qual circunstância a carta foi escrita. Sem isso, muitas delas não fariam o menor sentido, pois o contexto é elementar para seu entendimento.

Há cartas de fãs para o Elvis; do Elvis para o presidente dos EUA; dos descobridores da fita dupla de DNA; a carta suicida da Virginia Woolf; outra de grandes escritores para outros grandes escritores esculhambando seus trabalhos; de artistas para seus fãs; de pessoas comuns indignadas com a situação do país, da guerra; de pais para seus filhos com mensagens realmente tocantes; de pessoas vivas para pessoas mortas... ah... há bombons de todos os sabores.
Escrito por Nathália Mondo Data: 3/20/2015 08:51:00 PM 2 comentários

2 comentários:

  1. Melhor definição, Nathalia!!!! Eu adicionei ele a minha lista de Desejados *0*

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  2. Tô doida para ler este livro!! Será minha próxima aquisição...Ótimo artigo!

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